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EXTERNATO RIBADOURO, uma escola na tessitura da metamorfose anunciada da educação.

EXTERNATO RIBADOURO, uma escola na tessitura da metamorfose anunciada da educação.


Adeptos da cultura do cuidado, favorecemos e potencializamos a participação e envolvimento das famílias, do pessoal não docente e dos agentes sociais na co-criação para reinvenção da escola como identidade que gera cidadãos globais capazes de interagir e mudar o mundo. Fomentamos uma educação com impacto na educação integral dos alunos, enquanto construtores/autores de aprendizagem e de cidadania. Deste modo estamos em permanente movimento, atentos aos paradigmas emergentes que nos fazem repensar a escola em busca de propostas que ajudem os alunos na construção do seu projeto vital neste conturbado século XXI.

Queremos dotar os nossos alunos de competências universais: saber aprender, saber, conviver, saber expressar-se, saber sentir emoções conectadas com conhecimentos funcionais.

No âmbito do Projeto de Autonomia e Flexibilização Curricular a que a nossa escola aderiu, dinamizamos no dia 18 de janeiro uma Palestra, em parceria com a Universidade Católica, aberta à Comunidade Educativa e a outras escolas, tendo como palestrante o Dr. Josep Menéndez, contamos com os convidados Professor Doutor Matias Alves e Professora Doutora Ílidia Cabral da Universidade Católica, e com a presença de elementos das equipas da DGE e da DGest, subordinada ao tema Outra Escola é Possível, em que foram abordadas Estratégias de Articulação, Integração Curricular e Práticas de Inovação e Mudança.

Foi-nos grato observar como a nossa escola se assume, cada vez mais, como uma comunidade de aprendizagem, com um modelo de ensino e aprendizagem centrado no aluno, com implicação dos familiares enquanto parceiros de uma aliança para o projeto vital dos alunos.

Trabalhamos por projetos, em que os alunos partilham o que sabem, questionam o que querem saber mais, como querem saber, para que querem saber, porque querem saber, o que desfrutam com estes projetos. Todos nos comprometemos nestes projetos, desde a liderança pedagógica, as lideranças intermédias e sobretudo as lideranças que emergem no iceberg da escola. Todos tivemos que desaprender, abandonar crenças e abraçar uma mentalidade de professor autor com intencionalidade pedagógica de mudança, para voltarmos a aprender num processo de empoderamento, co-criando processos de integração sistémica e práticas inovadoras de forma articulada.

No dia 19 de janeiro, ficou patente toda esta metamorfose, cuja metáfora da lagarta que rasteja arduamente até crescer e voar sonhos altos foi bem visível na mostra do trabalho realizado no projeto PIC (Projeto de Integração do Conhecimento), que através de espaços estações traduziram o percurso feito pelos alunos dos 5º e 7º anos, pelo Douro, numa cobertura colorida da escola que se estendeu por todos os lugares dentro e fora das aulas, pontilhados pela alegria dos alunos, o entusiasmo dos familiares e convidados e pela emoção e orgulho dos docentes e discentes implicados, mas meros espetadores de uma obra partilhada em que os protagonistas foram os alunos como mestres/ autores. Tudo resultado de um processo coletivo, com conexões e redes de trabalho. Socializar os resultados, submetê-los à crítica é permitir crescer.

Já anteriormente, no Dia do Perfil do Aluno (15 de janeiro), tinha ficado patente que os nossos alunos eram autónomos, tinham iniciativa pessoal e excelentes relações interpessoais e eram conscientes do Perfil dos Alunos à saída da escolaridade obrigatória.

A nossa escola está num processo garantido de metamorfose. A mudança é real, como reais, genuínos, autênticos foram os produtos dos trabalhos apresentados.

Partilhamos com o Professor Matias Alves o desejo de inventarmos dias mais claros, numa escola que se assuma como espaço tempo de aprendizagem, porque aprender é sempre "desaprender”, para vencer o que nos paralisa, nos encerra, nos aliena.

Na esteira da Professora Ilídia Cabral, rejeitamos escolas catedrais do tédio, porque queremos contribuir para a transformação das escolas em templos de prazer. Não podemos estar mais de acordo na defesa de uma metamorfose que, mantendo a essência da escola (contribuir para uma vida mais digna e justa para todos) produza novas qualidades.

Concluímos, referindo que com o PIC, aprendemos a VER: desaprendemos, reaprendemos e reinventamos, tornamo-nos professores autores e líderes que ouvem antes de decidir, no contexto de um mundo em constante mudança, em que as habilidades cognitivas dos alunos, nativos digitais, também mudaram, acompanhando a visão orgânica, holística, ecológica e sistémica da educação e da sociedade.

Carla Noronha
Diretora Pedagógica